Projeto Re-Arte – 1a Fase

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O Artista Plástico e Psicanalista Henrique Vieira Filho abre seu atelier de 06 a 09/08 para a 1a etapa do Projeto Re-Arte:

Releituras De Esculturas Em Telas - Artista: Henrique Vieira Filho
Releituras De Esculturas Em Telas – Artista: Henrique Vieira Filho

 Em homenagem ao Dia Da Paz (data da explosão em Hiroshima) e aos 110 Anos da Imigração Japonesa, destaca-se: 
Re-Arte: Esculturas Em Releitura Sobre Tela
Re-Arte: Esculturas Em Releitura Sobre Tela
“Estátua Da Paz”,do Escultor Seibou Kitamura e tela “!000 Tsurus”, do Artista Plástico Henrique Vieira Filho

Estátua Da Paz”, do escultor Seibou Kitamura e (data das explosões em Hiroshima e Nagazaki) e sua releitura na tela “1000 Tsurus”, do Artista Henrique Vieira Filho:
 Tela “Sadako”, do Artista Henrique Vieira Filho
“Monumento das Crianças à Paz” (Torre dos Tsurus), de 1958, instalada no Parque da Paz, em Hiroshima, que eterniza a pequena Sadako Sasaki e sua releitura na tela “Sadako”, do Artista Henrique Vieira Filho:

“Monumento das Crianças à Paz” (Torre dos Tsurus), de 1958, instalada no Parque da Paz, em Hiroshima, que eterniza a pequena Sadako Sasaki e sua releitura na tela “Sadako”, do Artista Henrique Vieira Filho:
 
A visitação é mediante agendamento prévio (grupos propositadamente limitados a um máximo de quatro participantes por vez). Entrada franca.

Sem burocracia, utilize o Whatsapp: +55 11 93800-1262

Alameda Santos, 211 cj 1411

São Paulo – SP – CEP 01419-000

 
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Drogas: Êxtase, Arte, Dependência E Terapia

Title: Mistic Vision - Artist: Henrique Vieira Filho - 120 cm x 80 cm - Mixed media on canvas - Visions of La Purga by Pablo Amaringo - Revisited
Title: Mistic Vision – Artist: Henrique Vieira Filho – 120 cm x 80 cm – Mixed media on canvas – Visions of La Purga by Pablo Amaringo – Revisited

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Neste 26/06, Dia Internacional de Combate às Drogas, o Artista e Psicanalista Henrique Vieira Filho apresenta sua mais recente pintura, inspirada nas “mirações” místicas da Ayahuasca e relata como a Terapia Holística atua nestas pautas.

Até mesmo nas Artes Plásticas escreveu-se um capítulo relacionado, como obras pintadas sobre a influência do alucinógeno cipó Ayahuasca, que teve seu expoente na figura do curandeiro peruano Pablo Amaringo, autor de milhares de telas, de uma das quais fiz a releitura que ilustra este artigo (Title: Mistic Vision – Artist: Henrique Vieira Filho – 120 cm x 80 cm – Mixed media on canvas – Visions of La Purga by Pablo Amaringo – Revisited)

Antes de aprofundar a questão, apresento meu posicionamento neste tema tão polêmico: creio que tudo o que se busca por meio das drogas, pode ser obtido por alternativas menos drásticas, tais como técnicas especiais de respiração, posturais, corporais e de induções vivenciais, que igualmente produzem estados alterados de consciência, sem os riscos inerentes de exposição a produtos cujos efeitos a curto e longo prazo ainda não são bem conhecidos.

Milenarmente, todas as culturas praticaram rituais religiosos que se propunham a alterar as percepções da realidade, comumente associando ritmos musicais repetitivos, em alto som, regado a bebidas de teor alcoólico (vinhos, aguardentes, fermentados…) e danças, com a variante de ingestão de vegetais com poderes alucinógenos, muitas vezes restritas aos sacerdotes, em outras, compartilhado com toda a tribo.

Tal somatória resulta na dissolução dos padrões rígidos da personalidade, permitindo contato direto ao conteúdo inconsciente. Os objetivos eram transcendentes, uma jornada “espiritual”, “sagrada”.

Modernamente, a tradição ressurgiu nos festivais “hippies”, inclusive, mantendo-se a busca pela transcendência.

Nos dias de hoje, temos as festas denominadas “raves”, outrossim, sem um objetivo “espiritual” no contexto. Seja como for, o que se constata é um “padrão” que faz parte da história da humanidade e, certamente, merece ser analisado mais profundamente.

Em nossos consultórios, ainda que parte integrante do contexto coletivo/social, o mais comum é que a questão das drogas chegue até nós, de forma individualizada, ou seja trazida pelo Cliente.

A ausência de julgamento, seja positivo, ou negativo, é exigência fundamental em nosso trabalho e o foco é a PESSOA, em seu TODO. Ou seja, o uso das drogas seria mais um dos tópicos a serem trabalhados, visto que é inseparável dos demais.

Devemos, em conjunto com o Cliente, descobrir as motivações, conscientes e inconscientes, que levaram a este padrão de comportamento. Seria uma busca religiosa ? Estaria abafando pensamentos, sentimentos, desejos, lembranças ? Auto-estima em baixa sendo compensada via comportamentos tidos como moda ? Enfim, infindáveis hipóteses e cada caso é um caso, cada momento é único.

Só o transcorrer da terapia pode trazer mais clareza sobre o que ocorre. E, paralelamente à análise, a inclusão de técnicas vivenciais, alternando relaxamento, hipnose, técnicas corporais de toque, respiratórias, renascimento, em suma, uma vasta gama de opções terapêuticas capazes de produzir estados alterados de consciência, sem uso de “aditivos”.

Os produtos consumidos nos dias de hoje, “refinados” quimicamente em laboratórios, certamente são muito mais danosos do que as poções milenares, que eram praticamente em estado natural.

Daí que na sociedade moderna surge a alcunha de “dependente químico”, aquele indivíduo perde o controle sobre o uso da substância, associado com sintomas de abstinência e tolerância, evitadas com o uso constante e cada vez maior, privilegiando o consumo a outras coisas que antes valorizava.

Dentre os colegas de profissão, existe um grupo crescente que foca seu atendimento a este tipo de situação, quase como uma “especialidade”, correndo o risco de perder o enfoque holístico e, o que é ainda mais grave, inadvertidamente ferindo a legislação, correndo o risco de prisão, sendo irrelevante à justiça humana se suas intenções eram nobres ou não.

O CRT – Conselho de Auto Regulamentação da Terapia Holística vem detectando um aumento de cursos para “terapeutas em dependência química” realizados em entidades religiosas e que ensinam de forma totalmente inadequada às leis brasileiras.

Quando se trata de Terapia Holística, o trabalho deve focar no atendimento ao CLIENTE e não à “dependência química” em si, pois ao definir tal estado como sendo “doença” e vincular seu trabalho a esta questão, equivale a confessar crime de exercício ilegal de medicina, já que tanto o diagnóstico, quanto o tratamento de doenças são monopólios da classe médica, segundo as leis em vigor e jurisprudência (casos julgados)…

Ou seja, ainda que não trabalhe com internações, quem definir seu trabalho desta forma, corre o sério risco de enquadrar-se em exercício ilegal de medicina…

Extremamente preocupante é o fator “internação”, muitas vezes propagandeada com mais um serviço prestado por estes colegas…

Isto se deve porque, em várias escolas, fazem interpretações distorcidas, tentando justificar este procedimento, citando legislação que nem sequer mais existe (como é o caso da Lei nº 6.368, que foi REVOGADA pela Lei nº 11.343, de 23/09/2006) ou da Lei nº 10.216, cujo objetivo (dentro outros…) é justamente PROTEGER o cidadão para IMPEDIR que ele seja internado involuntariamente !!!

Ou seja, é exatamente o OPOSTO da interpretação que muitos cursos divulgam !!!

Nós sabemos que erram na boa fé, porém, nenhuma autoridade policial e/ou judicial aceitaria tal alegação…

Conforme claramente expressa a lei, toda internação, até mesmo as voluntárias, dependem de um laudo MÉDICO PSIQUIÁTRICO; sem isso, estarão ferindo os direitos da pessoa em questão, além de cometer crimes de sequestro e cárcere privado, dentre outros possíveis enquadramentos…

Mesmo de posse do laudo médico, ainda assim, o estabelecimento precisará prestar “serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros”; sem tais requisitos, jamais a instituição poderá sequer candidatar-se a esse papel.

Sabemos que muitos colegas trabalham como aprenderam nestas escolas, contudo, verdade seja dita, infelizmente tais cursos, ainda que talvez bem intencionados, ensinam de forma totalmente equivocada no que diz respeito a adequar-se às leis em vigor….

Urge uma adequação radical na forma de se expressar e modo de trabalhar, pois, a continuar no formato atual, é questão de tempo para muitos colegas serem presos e processados.

Tudo isso pode ser evitado, simplesmente mantendo o foco naquilo que somos: TERAPEUTAS HOLÍSTICOS, os quais, por definição, jamais tratamos “doenças” (no caso, a dependência química…) e sim, cuidamos do indivíduo, em seu TODO, e, como tal, a questão das drogas, se trazida pelo Cliente, será mais um dos múltiplos aspectos a serem considerados e trabalhados, no transcorrer da Terapia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, escritor, jornalista e psicanalista.

Alameda Santos, 211 cj 1411

São Paulo – SP – CEP 01419-000

www.hvfartes.com.br[email protected]

+55 11 93800-1262

Sua experiência de décadas como terapeuta, em especial, com a Psicanálise Junguiana, lhe possibilita uma familiaridade ímpar com a mitologia e as imagens oníricas, sempre presentes em suas telas.

Seu trabalho artístico se destaca no cenário contemporâneo ao questionar a posse cultural, o tempo e fronteiras, compartilhando culturas, miscigenando tradições, etnias e gêneros, em suas telas.

Enquanto gravurista, é ativista da adoção dos pincéis digitais, das matrizes eletrônicas em substituição às de madeira, pedra e metal e o entintar ecológico por técnicas mistas de tecnologia e intervenções manuais.
Escultor experimental, inovou ao transformar telas e fotografias em objetos de artes tridimensionais, resinando-as parcialmente para serem modeladas via técnicas similares às dos origamis.

Bastante solicitado como retratista, diferencia-se por valorizar a experiência de arte em si, tanto quanto a obra final. Ao incluir a participação do homenageado em seu processo criativo, que envolve fotografia, cenografia, psicodramatizações, figurinos, pinturas corporais, mesclados em exercícios lúdicos, acrescenta às telas valores emocionais que transcendem a apreciação puramente técnica.

Ingresso recente no mundo das Artes Plásticas, Henrique Vieira Filho é reconhecido como expoente em anuários e publicações especializadas, além de representar no Brasil, o Movimento Slow Art que busca ampliar a experiência da apreciação das Artes.

Extremamente ativo, em menos de dois anos, conta com cerca de quarenta Exposições em diversas capitais brasileiras, além de galerias da Europa, Ásia e Estados Unidos.

Arte Para Os 110 Anos Da Imigração Japonesa

Processo criativo do Artista Henrique Vieira Filho
Processo criativo do Artista Henrique Vieira Filho

Com entrada franca, neste dia 18/06 (data comemorativa da imigração), o Artista Henrique Vieira Filho  expõe suas telas com temática japonesa e suas esculturas origamisPocket Exhibition 110 Mil Tsurus – Alameda Santos, 211 – São Paulo – SP).
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No formato Slow ArtHenrique Vieira Filho recepciona grupos de até 06 participantes (por vez…), com os quais interage e convida à pintura coletiva da escultura origami gigante.
A Pocket Exhibition 110 Mil Tsurus transcorre somente nesta 2a feira, abrindo uma sequência de Exposições a serem realizadas em agosto, em atenção ao Dia da Paz (data da explosão atômica em Hiroshima).
Pocket Exhibition 110 Mil Tsurus, com o Artista Henrique Vieira Filho
Pocket Exhibition 110 Mil Tsurus, com o Artista Henrique Vieira Filho, em homenagem aos 110 Anos da Imigração Japonesa

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Pocket Exhibition 110 Mil Tsurus

Pocket Exhibition 110 Mil Tsurus, com o Artista Henrique Vieira Filho
Pocket Exhibition 110 Mil Tsurus, com o Artista Henrique Vieira Filho, em homenagem aos 110 Anos da Imigração Japonesa

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     Faz um ano, retornando de suas exposições em Miami, Barcelona, Porto, Cascais e Liechtenstein e Viena, o Artista Henrique Vieira Filho apresentou novas telas, tendo como elo, a tradição japonesa de dobraduras de papel (origami) em forma de tsurus (aves grous, assemelhadas às garças).
Pela primeira vez, o Artista apresentara ao público suas esculturas, cuja técnica mista inusitada, une a beleza e textura de suas telas ao formato tridimensional, no que denomina Esculturas Origamis, obras apresentadas em tamanhos diversos, confeccionadas em tecido de algodão parcialmente enrijecido. Sua calculada elasticidade possibilita a quem adquirir as peças aplicar leves modelagens na escultura, tornando-se co-criador da Arte.
Para 2018, a Pocket Exhibition 110 Mil Tsurus homenageia os 110 anos da Imigração Japonesa, que será comemorada neste dia 18 de junho de 2018.
Além das telas e esculturas do Artista Henrique Vieira Filho, o público participará ativamente da instalação, pintando coletivamente a escultura de mais de dois metros de um enorme Tsuru.
Uma oficina de ensino de origamis orientará a quem desejar fazer suas dobraduras, podendo levar uma de lembrança e somar as demais que dobraram, aos lotes de mil que serão encaminhados ao projeto Mil Tsurus Por Um Desejo, que está prestes a completar mais de 110 mil origamis!
Convidamos a todos para conhecer as bela telas de Henrique Vieira Filho, que colorem tsurus, a paz e empoderam o feminino nipo-brasileiro.
110 MIL TSURUS
18 de Junho – 17 às 20hs
Na HVFArtes – Alameda Santos, 211
São Paulo – SP
Maiores informações: 
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Fabiana Vieira
www.hvfartes.com.br
[email protected]
WhatsApp – 11 – 93800-1262

Alguma Obras De Henrique Vieira Filho Presentes À Pocket Exhibition 110 Mil Tsurus

 
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A História Que Inspirou O Artista Henrique Vieira Filho

Aquele que dobrar mil tsurus terá seu desejo atendido

Esta lenda deu esperanças à pequena Sadako Sasaki, vítima tardia dos efeitos das bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki.

Hospitalizada, a menina dedicou-se aos origamis, desejando a paz e o restabelecimento de todas as vítimas. Ainda que tenha falecido antes de completar a empreitada, sua história inspirou o país e o mundo, revitalizando a tradição dos Mil Tsurus.
Todos os anos, milhares e milhares de tsurus de papel colorido são enviados de toda parte do Japão e do mundo, sendo depositados junto ao “Monumento das Crianças à Paz” (Torre dos Tsurus), de 1958, instalada no Parque da Paz, em Hiroshima, que eterniza a pequena Sadako Sasaki tendo um grande tsuru dourado em suas mãos.
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Esta bela obra se soma a “Estátua Da Paz”, no Parque da Paz, de Nagasaki, onde os tsurus se unem ao colosso do escultor Seibou Kitamura, que medita e vigia quanto à ameaça nuclear, ao mesmo tempo em que acena com a esperança e se prontifica a socorrer as vítimas.
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Todo dia 06 de agosto (data da primeira explosão), o Japão dedica à PAZ, onde podemos honrar os desejos da pequena Sadako:
_ “Eu escreverei paz em suas asas e você voará o mundo inteiro”.
_ “Este é o nosso Grito. Esta é a nossa oração: Paz no Mundo”.
 

A Idealização Da Homenagem Aos 110 Anos da Imigração Japonesa

De longa data, o Artista Henrique Vieira Filho, admira a determinação do povo japonês, seu respeito às tradições milenares e às belas histórias de sua mitologia.
Incentivado por sua filha de dez anos, Luiza (que estudou na Escola Roberto Norio, de tradição japonesa), que tanto adora origamis e, considerando a proximidade do Dia Da Paz, em agosto, o Artista desenvolveu uma série de telas e esculturas, que tem como ponto em comum, os Tsurus e pretende que os mesmos sejam revertidos em prol de entidades beneficentes.
Cada obra é realizada em forma de gravuras, em séries de oito originais de cada, devidamente, registrados, certificados e assinados pelo Artista, no tamanho de 80 x 120 cm.
O processo criativo envolve sessões de fotos com modelos reais, trabalhados com pintura corporal e arte digital, em poses homenageando as icônicas estátuas de Hiroshima e Nagasaki, sendo que algumas apresentarão, literalmente, mil tsurus, individualizados, ora em pose, ora tamanho, ora cores.
As esculturas, serão em tamanhos variando de 20 cm a 240 cm, em tecidos enrijecidos ou fibergrass, apresentando Tsurus estilizados como origamis.
Todas as obras são ricas em cores, como já é tradição nas Artes de Henrique Vieira Filho e estão, no momento, em pleno processo criativo, podendo novas instituições participantes sugerir paletas, logotipos e até mesmo, pessoas a serem retratadas nesta temática.
Paralelamente, instalações com oficinas de origami se encarregarão de lotes de mil tsurus, que serão presenteados a crianças que estejam hospitalizadas, em homenagem a esta bela tradição.
Certos de sua atenção, estamos à disposição para esclarecer o que desejarem e convidamos a agendam uma visita à HVF Artes, onde conhecerão pessoalmente parte do acervo do Artista.
Boa Exposição para todos!
 

Processos Criativos E Making Of

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Title: Hope
Artist: Henrique Vieira Filho
Mixed media on canvas
Size: 80 x 120 cm (31,5 x 47,25 inches)
Year: 2017
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Artista: Henrique Vieira Filho
Obra “Hope”
Esta tela homenageia as icônicas estátuas de Nagasaki e Hiroshima, unindo a pose de uma ao tsuru aramado da outra.
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Esculturas Tsurus, em tamanhos e cores variadas, todas com as texturas e cores dos já consagradas telas de Henrique Vieira Filho, confeccionados em tela, moldados à mão e  enrijecidos com resina.
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O Artista Henrique Vieira Filho, junto à tela “Hope”, tendo à mão, Esculturas Tsurus.
A escultura da imagem a seguir mede cerca de 2,40 m (da ponta de uma asa, à outra) e foi objeto de pintura coletiva, durante a instalação da exposição do dia 06 de agosto de 2017.
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Instalações, que podem ser públicas ou privadas, com performance de modelos e sessões fotográficas, que servem de inspiração para as próximas telas, sendo parte do processo criativo do Artista Henrique Vieira Filho.
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A pintura corporal é uma das marcas registradas do Artista Henrique Vieira Filho e constituem uma das etapas acessórias a inspirar as obras.
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Instalações, que podem ser públicas ou privadas, com performance de modelos e sessões fotográficas, que servem de inspiração para as próximas obras, sendo parte do processo criativo do Artista Henrique Vieira Filho.
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Instalações, que podem ser públicas ou privadas, com performance de modelos e sessões fotográficas, que servem de inspiração para as próximas telas, sendo parte do processo criativo do Artista Henrique Vieira Filho.
Na imagem a seguir, o Artista já iniciou seu processo de pintura, testando as primeiras intervenções para a criação de uma próxima tela.
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Aqui, o Artista Henrique Vieira Filho, aplica cores, texturas e desenhos, inserindo Mil (literalmente…) Tsurus nesta tela.
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Title: Mermaid Ningyo
Artist: Henrique Vieira Filho
Mixed media on canvas
Size: 80 x 120 cm (31,5 x 47,25 inches)
Year: 2017

Nesta obra, o Artista Henrique Vieira Filho homenageia ao Japão, retratando esta personagem mitológica das lendas nipônicas.
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A Saphira & Ventura Gallery convida para Workshop do famoso Artista Plástico e Psicanalista Henrique Vieira Filho

A Saphira & Ventura Gallery convida para Workshop do famoso Artista Plástico e Psicanalista Henrique Vieira Filho

O Artista e Psicanalista Henrique Vieira Filho coordenando a vivência em que as pinturas atuam como espelho das emoções de quem as aprecia.
O Artista e Psicanalista Henrique Vieira Filho coordenando a vivência em que as pinturas atuam como espelho das emoções de quem as aprecia.

A Arte Como Terapia

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Acontecerá na Saphira & Ventura Gallery, em São Paulo, ministrado pelo Artista Plástico e Psicanalista Henrique Vieira Filho, o workshop sobre “A Arte Como Terapia” onde o palestrante convida cada participante a experienciar as Artes Plásticas e Fotográficas como instrumentos de autoconhecimento e incremento na qualidade de vida.

O seu próprio Eu é transmutado em Arte e/ou utiliza deste como espelho do inconsciente, por meio da pintura, da fotografia e da teatralidade, retratando as mais variadas pessoas, em um crescente aprendizado sobre si mesmo.

Aplicável tanto na vida pessoal, quanto em atendimento profissional, a apreciação terapêutica da Arte ultrapassa a estética e a técnica, tornando-se uma vivência pessoal de grande significado emocional.

Com a participação especial do artista e arteterapeuta americano Neil Kerman.

Local: Saphira & Ventura Gallery – Alameda Lorena, 1756 – Jd Paulista – São Paulo, SP
Data: 28/05/2018 – 2a feira
Horário 17:00 as 19:30 – Entrada Franca
Opcional quitado à parte: Jantar Vegano às 20:30, no Bistrô Ópera Café.
Informações: + 55 (11) 3061-2409
https://www.sympla.com.br/workshop—a-arte-como-terapia__288400

Sobre o Palestrante:

O Artista e Psicanalista Henrique Vieira Filho utiliza das artes plásticas, pintura corporal e dramatização como recursos terapêuticos
O Artista e Psicanalista Henrique Vieira Filho utiliza das artes plásticas, pintura corporal e dramatização como recursos terapêuticos

Henrique Vieira Filho é artista plástico, escritor, jornalista e terapeuta holístico. Nas artes, é autodidata e seu estilo poderia ser classificado como surrealismo figurativo.

Por mais de 25 anos, esteve à frente da organização da Terapia Holística no Brasil, sendo presença constante nos meios de comunicação. Elaborou as normas técnicas e éticas da profissão, além de ser autor de dezenas de livros e centenas de artigos, que são adotados como referência em vários países.

Henrique Vieira Filho Nas Artes:

Paralelamente, sempre fez questão de ilustrar pessoalmente suas publicações, traduzindo em imagens os mais diversos conceitos subjetivos relacionados às terapias orientais e à psicoterapia.

Contornando traumas de infância que não lhe permitem sujar as mãos de tinta, adotou a computação gráfica como seu pincel e a fotografia como formas de expressão.

Em 2015, recebeu um convite inesperado para compor um capítulo fotográfico sobre o tema “Diversidade e Miscigenação”, que foi lançado como livro, em Paris.

Para este trabalho, Henrique Vieira Filho utilizou-se da projeção de desenhos gráficos étnicos de variadas culturas sobre a pele de modelos femininos, sendo o resultado muito bem recebido junto à crítica especializada e público.

Instigado a ir além dos limites da fotografia, o artista ampliou a temática, aplicando pintura via computação gráfica e a finalização via impressão “fine art” (“giclée”).

Sua experiência de décadas como terapeuta, em especial, com a Psicanálise Junguiana, lhe possibilita uma familiaridade ímpar com a mitologia e as imagens oníricas, sempre presentes em seus quadros e fotografias.

As obras de Henrique Vieira Filho chamaram a atenção do mercado das artes, com exposições em diversas capitais brasileiras, além de galerias da Europa, Ásia e Estados Unidos.

Livros Publicados:

  • O Microcosmo Sagrado – O Segredo Da Flor de Ouro Para Saúde E Autoconhecimento
  • Marketing Para Consultórios de Terapia Holística
  • Florais de Bach – Uma Visão Mitológica, Etimológica e Arquetípica
  • Florais de Bach – Fotos E Fatos
  • Tutorial Terapia HolÍstica
  • Fitoterapia Em Cinco Movimentos
  • Holopuntura – A Quintessência Da União de Técnicas
  • Psicoterapia Holística – Um Caminho Para Si Mesmo
  • O Corpo Como Portal Para O Autoconhecimento
  • Iridologia – Novos Rumos

Henrique Vieira Filho Na Terapia:

Na Terapia Holística, Henrique Vieira Filho atuou como jornalista e terapeuta que se dedicou por mais de 25 anos à normalização da profissão, gerenciando entidades como o SINTE – Sindicato dos Terapeutas, CRT – Conselho de Auto Regulamentação da Terapia Holística (ONG), dentre outras.

Apartidário, apolítico, é defensor da auto regulamentação profissional, onde as próprias categorias desenvolvem suas regras técnicas e éticas, criando Normas Técnicas Setoriais, de adesão voluntária, as quais são divulgadas publicamente para referência da sociedade, bem como detalhada aos profissionais por meio de literatura técnica.

Responsável direto pela implantação da Residência em Terapia Holística no Serviço Público de Saúde, onde comandou, em 11 cidades, as equipes para atendimento OFICIAL e gratuito à população com acupuntura, terapia floral, yoga, tai-chi-chuan, cromoterapia, fitoterapia, dentre muitas outras técnicas.

Henrique Vieira Filho Na Mídia:

Colaborou com entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular,Revista Elle, Revista Cláudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio

O Artista E O Dilema Em Eleger Uma Só Obra

ela "Rio Wall" - Artista: Henrique Vieira Filho
Tela “Rio Wall” – Artista: Henrique Vieira Filho

O Artista E O Dilema Em Eleger Uma Só Obra

Europe 2018 Art Exhibition – Artista: Henrique Vieira Filho

Selecionar algumas (ou uma, como neste caso…) obras, dentre tantas, para expor, está longe de ser uma “escolha de Sofia”, contudo, não raro me deparo com certo sofrer ao ter que escolher entre uma “filha” ou outra (considero desta forma cada uma de minhas telas…).

É sempre um prazer participar das Exposições Internacionais organizadas pela querida Ângela Oliveira, sendo que a atual Brazilian Art Exhibition circula pela Inglaterra, França, Itália, Holanda, Áustria, Espanha e Principado de Liechtestein.

Por ser uma exposição coletiva, tive que conter minha voracidade e focar em uma só tela e aí começa o agradável dilema.

Como não há uma temática pré-definida (neste caso…) e considerando que tenho um leque vasto de obras, os critérios de seleção

Devo escolher a linha que agrada mais aos críticos ou opto pelo que o público mais gosta?

Considero o fato de que os europeus preferem adquirir obras de menor tamanho ou foco no impacto visual de uma tela de proporções maiores?

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Pierrots, Colombinas e Arlequinas – Carnaval, Arte e Psicanálise

O Artista e Psicanalista Henrique Vieira Filho fala sobre o fenômeno da personagem Arlequina, retratada em várias de suas Artes e Fotografias, bem como sua interpretação na Psicanálise, se fosse um caso da vida real.

Pierrots, Colombinas e Arlequinas

No Carnaval, Arte e Psicanálise

Ao contrário do que se canta na carnavalesca “Máscara Negra”, quem chora pela inteligente, bela e charmosa Colombina é o triste e ingênuo Pierrot (Pedrolino), tendo o malandro e irreverente Arlequim completando o triângulo amoroso.

Os três são personagens constantes em um estilo teatral popular, iniciado no Século XVI, na Itália, conhecido como Commedia dell Arte, recheado de crítica social.

Suas roupagens, maquiagens e trejeitos teatrais inspiraram os atuais palhaços circenses, bem como as fantasias e máscaras carnavalescas, chegando até nossos dias de uma forma miscigenada.

Em nosso tempo, tais personagens parecem ingênuos ao compararmos com algumas de suas variações atuais, das quais aqui abordo a Arlequina

Nascida nos desenhos animados como personagem secundária atrelada ao Coringa (um dos vilões preferenciais das histórias de Batman), conquistou tamanha simpatia do público que foi transposta para os quadrinhos e, mais recentemente, em filmes, passando a ter uma “biografia” complexa capaz de explicar sua trajetória.

Sofrendo abusos desde a infância, quando adulta e exercendo psiquiatria, Harley Quinn é seduzida pelo Coringa, a quem atendia no manicômio judiciário, iniciando um relacionamento marcado pela violência verbal e física.

Sob o ponto de vista artístico, de certo que a dramaticidade, a sensualidade, a beleza estética são mais do que suficientes para cativar o público.

Minha série fotográfica de Arlequinas, em exposição na recente 5ª Arte No Fórum, comprovam esta tese, tanto por terem sido acolhidas pelo Curador Roko Brasil, quanto pelas presentes à inauguração. Em menos de 24 horas, já tive o prazer de constatar uma de minhas fotografias já adotada em um novo lar, na estante de sua feliz admiradora!

Em suma, quanto à Arte esta personagem está no meu leque de opções, seguramente!

Já a minha faceta Terapeuta Holístico se preocupa com tamanha “glamourização” do abuso e da violência. Elegidos como “casal idealizado” por boa parte do público, na vida real este tipo de relacionamento seria caso para anos e anos de Psicanálise e até de ações penais…

Arlequina e Coringa parecem ter sido criados com toda a lista de características “oficiais” de quadros classificados como patológicos pela psiquiatria, denominado “transtornos de personalidade”, neste caso, histriônica e antissocial, respectivamente.

Na Terapia Holística, não rotulamos os Clientes em classificações deste tipo; outrossim, difícil supor algum caso em que um relacionamento deste tipo sirva de modelo a ser adotado.

Enfim, que esteja sempre clara a distinção entre Arte e vida real:

Que fique a nossa solidariedade e portas de consultório continuem sempre abertas para os que vivenciam relacionamentos abusivos…

Enquanto apreciamos esta ficção na literatura, cinema, artes plásticas e fotografia: convido a todos para conhecerem minhas Arlequinas (dentre outras fantasias…) na 5a Arte No Fórum!

A Fotografia Como Instrumento Nas Artes Plásticas

O Artista Henrique Vieira Filho apresenta o Projeto Carnaval, em duas Séries de Fotografias para a 5ª Arte No Fórum.

A Fotografia é um Arte que basta por si mesma.

Outrossim, as fotos são essenciais para meu trabalho como Artista Plástico.

Minha porta de entrada para a profissionalização artística foi graças a uma série de fotografias em preto-e-branco, selecionadas para o livro Les Brésiliens vus par les Brésiliens (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros), lançado em Paris.

A repercussão foi excelente e ocorreu uma crescente demanda extra, ora solicitando versões coloridas das imagens, ora requisitando dimensões cada vez maiores, além de versões giclée/fine art, onde o resultado final, mediante técnicas mistas, equipara a telas figurativas pintadas em tecidos de algodão.

Como Artista, minha identificação atual é com esta última vertente, creio que também a mais apreciada pelo público, tanto que as minhas telas viajaram o mundo (literalmente…).

Ainda assim, eis que, agora em fevereiro, tenho o prazer de revisitar a Arte Fotográfica, especialmente para a 5ª Arte No Fórum, convite irrecusável, já que a Curadoria está a cargo do querido Roko Brasil.

Disponibilizei pouco mais de vinte imagens, das quais dez estão em exposição até o mês de maio de 2018.

As fotografias são de meu Projeto Carnaval, composto por duas Séries: Fantasias e VooDolls.

Na sequência deste Artigo, novas postagens com algumas das imagens e a minha interpretação sobre cada trabalho.

Convido a todos a acompanhar e a criar suas próprias interpretações das fotografias, pois, o que realmente importa é o que cada trabalho fala a cada coração que o vê!

Por ora, seguem algumas imagens da inauguração!

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O Carnaval E As Máscaras do Eu

Livro Diversidades Artista Henrique Vieira Filho

Título: Libertação Fotografia e Arte: Henrique Vieira Filho Modelo: Pam

A origem do Carnaval é milenar.

Deriva das mais variadas culturas em seus ritos primaveris, posteriormente incorporados ao calendário miscigenado e conciliador da igreja romana.
Uma das características interessantes destas manifestações é o uso das máscaras, que mais do escondem, igualmente expõem as tendências ocultas ávidas por se exteriorizar.
É obrigação de todo Terapeuta Holístico compreender a “linguagem” do inconsciente e esta passa necessariamente pelo estudo dos símbolos e arquétipos, o que implica em conhecer as lendas, os rituais e as manifestações culturais das mais variadas sociedades.
Neste contexto, nada mais natural que analisemos o Carnaval, carnem leváre, carne levare, ou seja, abstenção de carne, em analogia aos 40 dias de abstinência que se seguirão, a chamada “quaresma” da religião católica, período que se atribui ao de Jesus de Nazaré, em preparação ao seu enfrentamento às tentações.
A chamada “Quarta-Feira de Cinzas” nasce do ritual de sinalizar com cinzas a testa dos fiéis que se preparam para jejuar, lembrando-os de que tudo é transitório e que devemos retornar ao “pó” original.
Os ritos de final de inverno, início de primavera (esperança e renascimento após um longo e difícil período…) correspondia ao mês de dezembro (porção Norte de nosso planeta…).
Outrossim, com a inclusão de dois novos meses em homenagem aos imperadores (Julho – Júlio Cezar e Agosto – Cezar Augusto…), somado à conveniência política de vincular à quaresma, os festejos se transferiram para fevereiro, perdendo sua característica de comemoração ao ano novo.
Das várias divindades “pagãs” relacionadas aos rituais da primavera, a que melhor se adequada ao atual espírito carnavalesco é Baco (Dioníso),
Ele é o deus do paroxismo, ou seja, ele conduz a conhecer nosso lado oculto, simplesmente vivenciando-o…
E é exatamente isto que muitos fazem neste período…

Saciando desejos ocultos e reprimidos, não raro, envolvendo libertinagem, violência e várias formas contrárias aos valores estabelecidos pela classe dominante.

Trata-se de uma catarse coletiva, uma “válvula de escape”, sob relativa tolerância da sociedade, visto que são manifestações limitadas no tempo e espaço.
Certos historiadores associam o uso de máscaras e fantasias como forma de ocultar as verdadeiras identidades.
Desta forma, evitam represálias após findo o período de inversão de valores, onde escravos se faziam de senhores e a oposição criticava a situação.
Do ponto de vista simbólico, esta tradição tem raízes bem mais profundas e atemporais.
Ao invés de ocultar, as máscaras servem justamente para despertar em quem as usa, as características ocultas e que são tradicionalmente atribuidas ao ser personificado.
Ritualisticamente, nas mais variadas culturas, o uso de uma máscara precede a intensas preparações.

Eram jejuns, rezas, meditações, objetivando que os atributos evocados não venham a sobrepujar o “eu” do usuário.

Modernamente, a Psicoterapia Junguiana preconiza que é salutar que utilizemos de várias “máscaras”, várias “personas” as quais evidenciam e/ou inibem certas características pessoais, de forma a nos adaptar aos vários papéis que desempenhamos na sociedade.

Sempre devemos observar que nosso “eu”, nosso “Self” é muito mais do que uma ou mesmo que a soma de nossas “personas”.

Identificar-se exclusivamente com uma de nossas “máscaras” é limitar nosso desenvolvimento e bloquear nossa auto-realização.
A Terapia Holística nos auxilia a (re)conhecer a vasta gama de “máscaras” que assumimos, a “pulsar” entre elas, de acordo com as necessidades e a compreender-nos como sendo muito além do que os papéis que exercemos na sociedade.
Eis alguns exemplos típicos, com os quais certamente, todos já nos deparamos:

Todo mundo deve ter conhecido alguém que vista a “máscara” de MÃE, 24 horas por dia…

É mãe dos seus filhos (tudo bem…), é “mãe” do seu marido, ou namorado (hum….), “mãe” de seus colegas de trabalho (opa…).
Claro que tal fixação resultará em sérios problemas nas situações em que as “personas” de amante e de amiga seriam bem mais felizes…
Imagine também a figura do “militar”, que assim age com seus subordinados no quartel, mas que da mesma forma continua fora do expediente, distribuindo suas ordens ao cônjuge, filhos, amigos…
Ou, como autocrítica sadia a nós mesmos:
Aqueles que são Terapeutas Holísticos dentro e fora do consultório, seja com Clientes ou não, e ficam analisando a todas pessoas que encontram…
Identificar-se com apenas uma de nossas “personas” é uma fuga de nosso verdadeiro “eu”.
As máscaras são símbolos de identificação.
Por apropriação “mágica”, seja na aparência e/ou comportamento e poderes, o usuário desperta de si as características que projetava na figura representada.
Ferramenta de adaptação, recurso de defesa psíquica, todos nos mascaramos em nosso dia-a-dia e o único e verdadeiro risco é o de se apegar aos papéis que exercemos.
Temos que sempre lembrar que somos atores de uma obra bem mais vasta: a nossa jornada de autoconhecimento.